Fazu News

Saiba o que acontece na Fazu

O Agro Não Para: Professor da Fazu realiza visitas técnicas em propriedades leiteiras e de corte

//
Postado por
/
Comentário0
/

O agro não para! Em meio a tempos desafiadores devido à covid-19, com alterações na economia e na rotina dos cidadãos, que precisam ficar em casa, a produção agropecuária se torna ainda mais essencial para garantir o abastecimento de alimentos em todo o mundo. O professor Adilson Aguiar também não parou! Sabendo que seu trabalho é fundamental para o desenvolvimento da pecuária, o professor Adilson Aguiar, respeitando todas orientações dos órgãos de saúde nacionais e internacional, seguiu o trabalho de consultorias.

Fazendas Santa Vitória e Fazenda Três Meninas – Grupo Soave

No dia 08 de abril, o professor Adilson Aguiar e seu colega o zootecnista Lucas Castro Silva, da Lancer Consultoria, trabalharam pela segunda vez em 2020 no projeto de produção de leite da Família Soave. O trabalho foi conduzido desta vez nas Fazendas Santa Vitória, localizada no município de Uberlândia, e na Fazenda Três Meninas, localizada no município de Monte Alegre de Minas.

O professor Adilson acompanha este projeto desde 2012 e é responsável pela orientação geral desde o seu início, mesmo antes da compra da propriedade. “Neste projeto a raça selecionada para a produção de leite é a raça Jersey com a finalidade de produzir leite com altos teores de sólidos por vaca e por hectare. O sistema adotado é o de produção de leite em pastagens intensivas sem irrigar (para as fases de recria e vacas secas) e irrigadas por pivô central (para vacas em lactação e vacas secas) suplementando o rebanho apenas com suplementos concentrados”, comenta Aguiar.

Em 2019, os indicadores médios foram os seguintes: 7.322 e 7.174 litros de leite, produzidos e vendidos, respectivamente; 11,5 litros de leite produzidos/vaca/dia, vacas pesando em média 368 kg de peso corporal; produtividade de leite por funcionário de 2.179 litros de leite/dia. A produtividade da terra explorada com vacas em lactação em sistema de pastagem irrigada foi de 27.094 litros de leite/ha/ano e a produtividade média da terra considerando todas as categorias do rebanho e todos os sistemas de produção foi de 7.283 litros de leite/ha/ano.

No dia 08 de abril de 2020 a produção diária estava em 7.642 litros de leite com produtividade média por vaca de 11.3 litros/dia, vacas pesando em média 360 kg e consumindo em média 5 kg/dia de concentrado. Apesar de ser um projeto relativamente recente, pois a primeira ordenha foi feita no dia 17 de novembro de 2015, quando a produção de leite diária foi de 676 litros, o crescimento neste indicador em 4 anos foi de 10,8 vezes ou 980%, considerando 2019.

O prof. Adilson e seus parceiros orientaram a compra das propriedades, a implantação das instalações, benfeitorias e edificações, a escolha do sistema de produção, a raça e as espécies forrageiras. Além da atividade leiteira, os Soave investem nas atividades de produção de carnes de frango e suíno em sistema de integração, as quais estão também integradas com o sistema de produção de leite que usa o dejeto líquido de suínos e o esterco de aves.

Fazenda Acará – FAZAC

Nos dias 24 e 25 de abril, o professor Adilson Aguiar e seu colega o zootecnista Lucas Castro Silva, da Lancer Consultoria trabalharam pela primeira vez em 2020 na Fazenda Acará (FAZAC), no município de Britânia, Goiás. É um projeto que o professor Adilson acompanha desde 1999 com duas a quatro visitas anuais.

Esta propriedade desenvolve as atividades de agricultura e pecuária. A área total é de 5.633 ha, dos quais 3.839 são úteis. Destes 947 ha são irrigados por pivôs centrais, sendo 8 pivôs de lavoura onde são cultivadas 2,5 a 3,0 safras/ano, com os cultivos de milho para produção de silagem de grãos úmidos, milho para silagem de espiga (“earlage”), feijão e soja. Entre os intervalos destas culturas as vezes é cultivado milheto para pastejo ou para a produção de palhada e cobertura morta.

Um pivô é explorado exclusivamente com pastagem para preparar animais para o confinamento onde em 58,5 ha uteis pastejam entre 700 a 1.380 animais (no dia 25 de abril de 2020 pastejavam nesta área 634 animais com taxa de lotação de 10,8 animais/ha e 11,60 UA/ha). Nas últimas três safras (201617; 201718 e 2018/19) nesta pastagem irrigada de 58,5 ha na média pastejaram 894 cabeças, com taxas de lotação de 15.3 cabeças/ha e 10.0 UA/ha, alcançou uma produtividade média da terra de 124,7 @/ha com ganho médio diário de 0,67 kg/cabeça/dia.

Os restantes 2.820 hectares, dos quais 2.683 ha são úteis, estão em processo de intensificação cujos solos em 2015 receberam calcário e gesso agrícola e na safra 2015/2016 foram adubados com composto organomineral produzido com o esterco recolhido nos currais do confinamento, enquanto nas safras 2016/17, 2017/18 e 2018/2019 foram adubados com o esterco e o dejeto liquido do confinamento e uma área mais intensificada recebeu adubação química com N e K (nitrogênio e potássio, respectivamente).

Durante o período chuvoso, dos 2.683 ha uteis, 1,230 há, ficam submersos devido às cheias dos rios Araguaia e Vermelho e o rebanho pasteja em apenas 1.387 ha. No dia 25 de abril de 2020, 4.536 animais pastejavam na área de pastagens de sequeiro com taxa de lotação de 3,3 cabeças/ha e 3,0 UA/ha. Somando as áreas do pivô e das pastagens de sequeiro as taxas de lotação estavam em 3.6 cabeças/ha e 3.3 UA/ha.

Na safra 2018/2019 a produtividade média ponderada alcançada em pasto (2.45% da área irrigada e 97.55% em sequeiro), foi de 14.5 arrobas/ha/ano com ganho médio diário de 0.56 kg/cabeça/dia. A recria é feita em pasto e a terminação (engorda) o ano inteiro em um confinamento com capacidade estática para 6.500 bois. Nos dias 24 e 25 de abril de 2020 estavam em confinamento apenas 610 animais, porque toda a infraestrutura está passando por manutenções (troca de cochos, de postes das cercas etc) para início de novo ciclo de produção.

Neste projeto, o professor Adilson Aguiar é responsável pela orientação no manejo da pastagem (escolha de forrageiras; plantio e recuperação da pastagem; correção, adubação e irrigação do solo; controle de plantas invasoras e insetos pragas; planejamento de longo, médio e curto prazos, etc.). Nas visitas, entre várias atividades, o professor Adilson ministra treinamentos para as equipes de trabalho da propriedade.

Deixe uma resposta