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Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Entenda o panorama educacional das pessoas portadoras do transtorno

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Neste domingo (02/04) é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007, com o intuito de alertar sociedades e governantes sobre o que é o autismo e como lidar com a doença, conscientizando e informando as pessoas e ajudando a derrubar preconceitos.

Segundo dados do MEC (Ministério da Educação), a quantidade de matrículas de pessoas com deficiência no Ensino Superior aumentou 933,6% entre 2000 e 2010. O número de estudantes com deficiência passou de 2.173 em 2000 para 20.287 em 2010, sendo 13.403 destes na rede particular. O número de instituições de educação superior que atendem alunos com deficiência passou de 1.180 no fim do século passado para 2.378 em 2010. Destas, 1.948 contam com estrutura de acessibilidade para os estudantes.

Incluir social e educacionalmente e saber a forma ideal de como fazê-lo é crucial para tornar o melhor possível a vida das pessoas que sofrem com o transtorno.

Entenda abaixo algumas características que as pessoas com Transtorno do Espectro Autista podem apresentar:

Dificuldades acadêmicas: Usualmente, tem inteligência média ou acima da média, mas faltam pensamentos de alto nível e habilidades de compreensão. Seu impressionante vocabulário dá a
falsa ideia de que entendem daquilo que estão falando.

Sugestões: Oferecer explicação adicional e tentar simplificar quando os conceitos são demasiadamente abstratos.

Interações sociais: São inábeis em entender regras complexas de interação social; parecem ingênuos, podem não gostar de contatos físicos, dificuldade em manter contato visual, não entendem brincadeiras, ironias ou metáforas, pouca habilidade para iniciar e manter conversações, comunicação pobre.

Sugestões: Observar o estudante e intervir se estiver sendo importunado; intermediar situações cooperativas com o grupo, aumentando desta forma sua aceitação; incentivar o envolvimento com os pares e encorajar atividades sociais.

Interesse restrito: Tendem a “leitura” implacável nas áreas de interesse e perguntam insistentemente sobre os mesmos; dificuldade para ir avante nas ideias; seguem suas próprias inclinações; às vezes recusam-se a aprender qualquer coisa fora de seu campo de interesse.

Sugestões: Ser objetivo na orientação de trabalhos escritos ou orais até que consiga completar a tarefa, usar dos interesses individuais para ampliar seu repertório de envolvimento com os conteúdos estudados.

Fraca concentração: Frequentemente desligados e distraídos por estímulos externos; são meio desorganizados e tem dificuldade para sustentar o foco nas atividades de sala de Aula; Perdem materiais e compromisso escolar.

Sugestões: Permitir a realização de trabalhos em tempo diferenciado, respeitando-se algumas regras (ex: prorrogar apenas uma vez a entrega de um trabalho ou prova), sinalizar discreta e gentilmente quando perceber que o estudante está desatento.

Vulnerabilidade emocional: Apesar de inteligentes, são inábeis para enfrentar as exigências de uma sala de aula. São frequentemente estressados devido a sua vulnerabilidade. Frequentemente são autocríticos e não toleram erros. Reações de raiva são comuns em situações de frustração e stress.

Sugestões: Ajudar no enfrentamento do stress dando exemplos de como pode resolver situações problema; ser calmo e previsível a maior parte do tempo em que estiver com o estudante.

Insistências com semelhanças e padrões: Não aceitam muito bem mudanças de padrões definidos.

Sugestões: Proporcionar ambiente o mais previsível possível minimizando o impacto de mudanças repentinas (de professores, metodologia, turma, prazos, etc).

Fonte: ComC&T

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