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Artigo: Verticalização da produção através do sistema rotacionado

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A pecuária nacional vem passando por várias transformações em decorrência das rigorosas mudanças na legislação ambiental, além disso o perfil do consumidor vem ficando mais exigente com o produto que está sendo consumido.

O pecuarista vem se adaptando a essa nova forma de produzir, tempos atrás se o avanço da produção de forma horizontal, ou seja, grandes extensões de terras e muitos animais e para isso ocorrer uma das principais formas de preparo da terra era o desmatamento e o uso do fogo, podemos justificar isso na grande oferta de terras a baixo custo.

Podemos aqui relatar que tempos atrás pensar em produtividade era sinônimo de produção e que falar em adubação, intensificação era quase sinônimo de heresia, atualmente esse formato de produção já não é mais permitido, forçando o pecuarista a se adaptar as novas técnicas de produção e uma dessas técnicas fica com o uso dos métodos de pastejo, sendo eles: continuo alternado e rotacionado.

Vamos enfatizar o método do pastejo rotacionado o qual permite ao produtor a se produzir mais em menos áreas, ou seja, verticalizar sua produção, mais para isso é preciso fazer um bom planejamento em relação a esse método de pastejo, iremos aqui pontuar algumas regras que consideramos primordial para boa elaboração do projeto de sistema rotacionado.

Modelo de um projeto com método do pastejo rotacionado

Figura 1 – Wagner Pires
  • Duas ou mais gramíneas diferentes em um mesmo piquete, fica comprometido nosso manejo do pastejo devido as plantas serem manejadas pela altura de entrada e saída, com essa mistura esse manejo fica impossível de ser realizado com eficiência e outra, haverá uma seleção por parte dos animais pela gramínea de maior aceitabilidade.
  • Piquetes com tamanhos iguais ou aproximadamente, importante que não ultrapasse um tamanho de 10% em relação de um piquete para o outro.
  • Formato desses piquetes sempre será melhor utilizado pelos animais quando tiverem um formato em sistema de quadrado, com isso proporcionará uma melhor colheita da forragem pelos animais.
  • A distância do ultimo piquete a praça de alimentação não ultrapasse a 500 metros para gado de corte, com isso evitando que os animais tenha um maior desgaste comprometendo seu ganho de peso.
  • Largura dos corredores sempre trabalho com minimo de 6 metros para corredores secundários e acima de 8 metros para corredores que considero principais, com isso facilitará o trânsito dos animais até a praça de alimentação e evitando lama nesses corredores no período nas águas.
  • Sempre utilizar um bom dimensionamento por animal na praça de alimentação, importante trabalhar acima de 12 m² por animal com isso deixando o animal confortável em relação a espaçamento.
  • Elaborar o projeto sempre ligando todos os piquetes a praça de alimentação, par que assim os animais tenham acesso a água de qualidade e uma boa suplementação nutricional.
  • Sempre dimensionar o piquete considerando a área liquida de pastagem, excluindo grotas, represas e etc.

Ressumindo o método do pastejo rotacionado é pegar uma área e fazer sua divisão acima de 3 piquetes e colocar os animais para pastejar.

Uma grande vantagem desse sistema é a eficiência do pastejo, ou seja uma colheita dessa forragem com um melhor aproveitamento e sempre respeitando a fisiologia da planta forrageira, vale salientar que a forma mais barata de se produzir carne por área é com sistema de produção a pasto, e um ponto crucial que considero e o manejo do pastejo de forma correta com a utilização da altura de entrada e saída dos animais nos piquetes, e o método de pastejo através do rotacionado nos proporciona isso com muita eficiência.

 

Ilustração de um manejo do pastejo de forma correta e respeitando a fisiologia da planta forrageira

Na figura acima mostra um manejo do pastejo de forma eficiente, sempre respeitando sua fisiologia evitando que o animal remova a gema apical, com o manejo pela altura de entrada e saída dos animais nos piquetes, será sempre muito importante para uma boa sobra de resíduo e com isso a planta terá uma melhor produção de fotossíntese, fazendo com isso que a planta consiga manter seu ciclo de produção.

Com a exigência da pecuária moderna o pecuarista precisa ser mais eficiente em seu sistema de produção e deixo aqui a sugestão da tecnologia do sistema rotacionado, a qual utilizo bastante no meu formato de consultoria a campo.

 

Esp. Edemir Alves Leal
Técnico em Agropecuária (IFPA 1993 – 1995)
Pós técnico em Zootecnia (IFES 2001)
Graduado Tecnologia em Agronegócio (UNIGRAN 2013 – 2015), Pós-graduado em Manejo da pastagem (FAZU 2016), Pós-graduando em Nutrição e Alimentação de Ruminantes (FAZU 2021).

 

 

 


Dr. Clesio dos Santos Costa

Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA 2011-2015), Mestre em Ciência Animal (UFMA 2015-2017) Doutor em Zootecnia pela Universidade Federal do Ceará (UFC 2017-2021). 

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