Fazenda Escola
Um espaço vivo de aprendizagem, pesquisa e prática no campo
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A Fazenda Escola abriga ainda uma relevante Área de Preservação Permanente (APP). Com um corredor ecológico que se estende desde a nascente — localizada abaixo da área de Produção para Silagem — até a mata ciliar, a APP constitui espaço fundamental para a conservação ambiental.
Conforme mensuração realizada por meio de drone, a mata ciliar da Fazu apresenta aproximadamente 30 metros de largura, enquanto o leito do rio possui cerca de 14 metros, estando em conformidade com as legislações ambientais e o Código Florestal.
A nascente deságua no Rio Uberaba, principal fonte de abastecimento de água da cidade. Rico em espécies nativas, o corredor ecológico também subsidia o viveiro de mudas da instituição. Os alunos realizam periodicamente a coleta de sementes e o plantio de mudas, parte das quais é doada, enquanto outras são utilizadas no próprio campus durante o período chuvoso.
A área inclui ainda um maciço florestal próximo ao setor de suínos, voltado à compensação ambiental e à redução das emissões de carbono. O espaço foi implantado por meio de parceria entre a Cemig e a Fazu, nos anos 2000, quando cerca de 500 mudas de espécies nativas foram plantadas. Atualmente, a área é utilizada em atividades acadêmicas, especialmente relacionadas à mensuração florestal.
Vale destacar que maciços florestais são agrupamentos densos de vegetação arbórea, frequentemente protegidos em Áreas de Preservação Permanente (APP) ou de Reserva Legal.

A Fazenda Escola da Fazu dispõe de um apiário fixo, composto por colmeias de abelhas africanizadas (Apis mellifera), além de colmeias de abelhas nativas sem ferrão das espécies Jataí (Tetragonisca angustula), Iraí (Nannotrigona testaceicornis) e Marmelada (Friesomelita varia).
A instituição também possui a Casa do Mel, unidade destinada ao processamento de mel e produtos apícolas, equipada com estrutura adequada e equipamentos de segurança. Por meio de aulas, projetos integradores e ações de extensão, os alunos são incentivados ao empreendedorismo e à agregação de valor aos produtos apícolas.

O setor de Avicultura reúne diversas linhagens de aves poedeiras, proporcionando ampla diversidade de aprendizado aos estudantes. Entre as raças disponíveis estão Isa Brown, GLC (Galinha Caipira Leve), Embrapa 031 e Novogen.
As aves são criadas em sistema semi-intensivo, com acesso a piquetes para pastejo, conhecido como sistema free range. Esse modelo promove melhores condições de bem-estar animal, uma vez que as aves são criadas livres de gaiolas, recebendo manejo nutricional e sanitário adequado, além de enriquecimento ambiental, favorecendo comportamentos naturais.

O Bosque de Árvores Nativas é mais do que uma sala de aula a céu aberto: trata-se de um espaço vivo que preserva e registra a história da instituição. Inaugurado no início da década de 1990, o Bosque integra, desde então, as atividades acadêmicas e extensionistas da Fazu.
Localizado logo na entrada da instituição, o espaço abriga espécies nativas do Cerrado, predominantemente de grande porte, como ipê-amarelo, ipê-branco, guapuruvu e jambo, entre outras. A presença de espécies frutíferas contribui para a atração da fauna local, como aves, pequenos roedores e abelhas, fortalecendo a biodiversidade e o equilíbrio ambiental da área.
Durante as aulas práticas realizadas no Bosque, os alunos aprendem a identificar espécies florestais e a analisar aspectos fisiológicos das plantas, como tipo de casca, tronco e copa. O local também é utilizado para atividades de mensuração do crescimento das árvores, cálculo do volume de madeira e avaliação do valor ambiental e mercadológico.

O setor de Bovinocultura de Corte da Fazenda Escola da Fazu abriga animais das raças Nelore, Tabapuã, Gir e Sindi, permitindo aos estudantes o contato direto com diferentes características genéticas e sistemas de produção de carne bovina.
Os animais são mantidos predominantemente a pasto, em sistema de pastejo rotacionado, recebendo suplementação mineral e alimentar no cocho quando necessário. Nesse sistema, a área de pastagem é dividida em piquetes, nos quais os animais permanecem por períodos controlados antes de serem conduzidos para outro espaço. Esse manejo possibilita que o capim descanse e se recupere, favorecendo maior produtividade da pastagem, melhor qualidade da forragem e conservação do solo.
Além do rebanho próprio, a Fazu também recebe animais de parceiros sob regime de arrendamento, com todo o manejo realizado pela equipe técnica da Fazenda Escola. O setor proporciona aos alunos ampla vivência prática em manejo, nutrição, sanidade e gestão de sistemas de produção de carne bovina, fortalecendo a formação técnica e a compreensão das dinâmicas do setor pecuário.
O setor de Bovinocultura de Leite da Fazenda Escola da Fazu trabalha com vacas da raça Girolando, reconhecida pela elevada produtividade leiteira e pela excelente adaptação às condições climáticas da região. O plantel é composto por vacas em lactação, novilhas e um touro da mesma raça, proporcionando aos alunos vivência prática em diferentes fases da produção leiteira.
A produção média é de aproximadamente 22 litros de leite por vaca ao dia, realizada por meio de sistema de ordenha mecânica canalizada, que garante eficiência, higiene e padronização no processo de ordenha.
Os animais permanecem em regime de pastagem durante a maior parte do ano, recebendo suplementação com ração concentrada e silagem conforme as necessidades nutricionais. Parte das áreas de pastagem é manejada em sistema rotacionado com Panicum maximum BRS Zuri, irrigado por pivô central, enquanto outra parte é conduzida em manejo contínuo, permitindo o estudo e a comparação de diferentes estratégias de manejo de pastagens.
O leite produzido apresenta alto padrão de qualidade, tendo conquistado o Certificado de Excelência no Programa Práticas Nota Dez da CCPR, reconhecimento que reforça o compromisso da Fazu com boas práticas produtivas, sanitárias e de gestão da atividade leiteira.
O setor conta ainda com um bezerreiro com baias individuais. Os animais recebem aleitamento até aproximadamente 90 dias de vida, com fornecimento diário de leite dividido em dois tratos, além de ração, feno e silagem. Essa estrutura permite aos estudantes acompanhar de perto o manejo inicial dos animais, contribuindo para o desenvolvimento adequado dos bezerros e para o aprendizado prático nas diferentes etapas da bovinocultura leiteira.

Inicialmente conduzida em sistema de sequeiro, a área de Cafeicultura da Fazenda Escola da Fazu passou a contar, a partir de 2025, com irrigação por gotejamento, instalada para aprimorar o manejo hídrico e ampliar as possibilidades didáticas e experimentais.
A cultivar implantada é a Catuaí Amarelo IAC 62, formada a partir de mudas cedidas por um aluno da instituição, cuja família atua na produção cafeeira. A iniciativa fortalece a integração entre a comunidade acadêmica e o setor produtivo, aproximando o ensino das experiências reais do campo.
O cafezal funciona como um laboratório a céu aberto, utilizado em aulas práticas, especialmente nas disciplinas relacionadas à ecofisiologia do cafeeiro, pragas e doenças. Nesse ambiente, os estudantes têm a oportunidade de observar e analisar, em condições reais de cultivo, diferentes aspectos do manejo da cultura, ampliando a compreensão técnica e a aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

O Campo Agrostológico Professor Adilson Aguiar é um espaço dedicado à demonstração e ao estudo de forrageiras cultivadas em canteiros. O local funciona como uma vitrine tecnológica, onde os estudantes acompanham, de forma prática e visual, o desenvolvimento, o crescimento e a adaptação das principais cultivares utilizadas no Brasil.
Esse ambiente fortalece o aprendizado aplicado à forragicultura e aos sistemas de produção animal a pasto, permitindo que os alunos observem diretamente as características agronômicas e o comportamento das diferentes espécies forrageiras.
Atualmente, o campo reúne cerca de 30 espécies plantadas, entre braquiárias e híbridos, além de canteiros destinados ao uso dos professores conforme as demandas acadêmicas. O espaço é constantemente atualizado com novos materiais que chegam ao mercado, por meio de parcerias com empresas e instituições como Wolf Sementes, Matsuda, Embrapa e Barenbrug.
O campo leva o nome do professor Adilson de Paula Almeida Aguiar, docente, consultor e pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente como referência em forragicultura e produção animal a pasto. Egresso e ex-professor da Fazu, sua trajetória está profundamente ligada à história e ao desenvolvimento da instituição.

A Fazenda Escola da Fazu conta com um Campo Experimental destinado ao desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, ampliando as possibilidades de aprendizado prático e geração de conhecimento aplicado ao agronegócio.
O espaço possui áreas específicas destinadas à implantação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) e projetos de Iniciação Científica, permitindo que estudantes e professores desenvolvam experimentos em condições reais de campo. As áreas são utilizadas principalmente para o cultivo de culturas anuais, como soja, milho, feijão, algodão, trigo, girassol e sorgo, conforme os objetivos de cada projeto.
A Fazu também possui Registro Especial Temporário (RET) para pesquisas com defensivos agrícolas, autorizado pelo MAPA, ANVISA e IBAMA. A estrutura conta com 3,5 hectares de áreas cultiváveis e cinco salas destinadas ao armazenamento de produtos químicos e equipamentos, estando credenciada para a emissão de laudos de eficiência e fitotoxicidade.

A Fazenda Escola da Fazu conta com um moderno sistema de Confinamento Automatizado, que posiciona a instituição como sede de importantes avaliações nacionais de desempenho de touros jovens. Anualmente, o espaço recebe a Prova de Pré-seleção para o Teste de Progênie da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL), realizada em parceria com a Embrapa, além do Teste de Desempenho e Eficiência Alimentar do Programa Nacional de Touros Jovens (TDEA-PNAT), promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
O sistema, desenvolvido pela Intergado, permite o monitoramento contínuo dos animais durante 24 horas, registrando dados como consumo diário de alimento e água, além do ganho de peso. A quantidade de alimento ingerido é controlada automaticamente a cada visita do animal ao cocho, por meio de identificação eletrônica via brinco. Já a balança de pesagem voluntária, acoplada ao bebedouro, registra o peso do animal sempre que ele se hidrata, garantindo precisão na coleta de dados zootécnicos.
A estrutura é composta por oito piquetes, com capacidade total para até 200 touros, equipados com nove bebedouros e 25 comedouros instalados em área sombreada. O sistema conta ainda com câmeras de monitoramento e trecho de estrada pavimentada, facilitando o acesso e o manejo nas instalações.
Além da infraestrutura tecnológica, os animais são beneficiados por práticas de enriquecimento ambiental, como o chamado “parquinho”, formado por escovas, pneus e blocos de sal distribuídos nos currais, estimulando comportamentos naturais e contribuindo para o bem-estar animal.

A Fazenda Escola da Fazu conta também com um sistema de Confinamento Convencional, estrutura voltada ao apoio das atividades acadêmicas e ao desenvolvimento de pesquisas relacionadas à produção de bovinos.
O espaço é composto por 12 piquetes, com capacidade para até 120 animais, e dispõe de cochos, bebedouros e áreas de sombra, garantindo condições adequadas de bem-estar animal e permitindo maior controle sobre a nutrição e o manejo sanitário do rebanho.
Além de atender às atividades de ensino e pesquisa, o Confinamento Convencional foi projetado para operar no modelo boitel, sistema de confinamento terceirizado popularmente conhecido como “hotel de bois”. Nesse formato, a estrutura pode receber gado comercial, especialmente durante o período de seca, oferecendo alimentação, manejo técnico especializado e acompanhamento produtivo.

O setor de Cunicultura abriga coelhos de raças variadas, criados em sistema de confinamento adequado às exigências da espécie. Os animais são utilizados em aulas práticas, projetos de ensino, pesquisa e extensão, além da reprodução para atendimento contínuo das demandas acadêmicas, contribuindo para a formação técnica dos alunos.
A atividade contempla a exploração da produção de carne e de subprodutos, como pele, couro, pelo, vísceras, patas, além da criação como animal de estimação. O setor dispõe de matrizes, reprodutores e filhotes, com destaque para os coelhos anões.

O Curral de Manejo integra o ensino à rotina produtiva da Fazenda Escola, permitindo que os estudantes vivenciem, na prática, o manejo de bovinos de corte e de leite. Nesse espaço são realizadas atividades fundamentais para a formação profissional, como pesagem, medicação, vermifugação, embarque e desembarque de animais, além de outras práticas relacionadas ao manejo sanitário e produtivo do rebanho.
Além das atividades acadêmicas, o curral também é utilizado para a realização de minicursos e capacitações técnicas, entre eles o curso de Inseminação Artificial, que amplia a qualificação prática dos alunos e de profissionais do setor.
A estrutura foi projetada para atender às normas de bem-estar animal, garantindo segurança tanto para os animais quanto para os estudantes e profissionais envolvidos nas atividades de manejo.

O setor de Equideocultura da Fazenda Escola da FAZU reúne equinos utilizados em atividades de ensino, manejo e apoio às práticas acadêmicas. Os animais são mantidos em sistema extensivo de pastagem, com suplementação alimentar conforme as necessidades nutricionais.
O plantel é composto por cavalos das raças Mangalarga, mestiços Bretão e asininos (jumentos), proporcionando aos estudantes contato com diferentes características zootécnicas e formas de manejo. O acompanhamento sanitário e zootécnico é realizado de forma criteriosa, sempre com atenção ao bem-estar animal e às necessidades fisiológicas de cada espécie.
O setor conta ainda com um redondel, estrutura fundamental para as atividades práticas. Nesse espaço, os alunos desenvolvem exercícios de manejo, doma, treinamento e avaliação clínica de equinos, transformando o ambiente em uma verdadeira sala de aula a céu aberto voltada à formação prática.

Em 2020, a Fazu inaugurou a Estação de Pesquisa UbyAgro, localizada na Fazenda Escola, reforçando o compromisso da instituição com a inovação, a pesquisa aplicada e a formação prática de excelência. A área, pertencente a uma multinacional referência no setor, é destinada à realização de ensaios agronômicos voltados à avaliação da produtividade e da eficiência de soluções agrícolas.
Com áreas cultivadas com milho, algodão e feijão, a estação já recebeu importantes experimentos com fertilizantes foliares, bioestimulantes e indutores de resistência, contribuindo diretamente para o avanço tecnológico do agronegócio e para a formação técnica dos acadêmicos.
A estrutura inclui um moderno pivô central, com 12 hectares de área irrigada, capaz de aplicar lâminas de até 5 mm diários, ampliando as possibilidades de pesquisa e manejo das culturas ao longo do ano.
Entre 2020 e 2025, 35 acadêmicos dos cursos de Agronomia e Agronegócio realizaram estágio na Estação de Pesquisa UbyAgro, proporcionando vivência prática alinhada às demandas reais do mercado.
O Grupo UbyAgro é formado por empresas como Ubyfol, Vitales e Bauminas Agro. Fundada em Uberaba, a Ubyfol consolidou-se como uma das maiores holdings do país em nutrição vegetal, defensivos biológicos e soluções agrícolas. O grupo atua com foco em inovação, sustentabilidade e alta produtividade, fortalecendo a conexão entre ensino, pesquisa e setor produtivo.

A Estação Meteorológica da Fazu foi implantada em parceria com a empresa Zeus Agro e constitui importante ferramenta para a coleta de dados agroclimáticos locais. A estrutura registra informações como temperatura, umidade do ar, pressão atmosférica, precipitação, direção e velocidade dos ventos e radiação solar, com coleta realizada a cada hora, diariamente.
Esses dados contribuem diretamente para a formação acadêmica dos estudantes. O monitoramento climático contínuo subsidia diversas disciplinas, atividades extensionistas e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs).
As informações geradas impactam o planejamento e a gestão das atividades de campo, permitindo o traçado do perfil de regiões agrícolas, o cálculo do balanço hídrico, o monitoramento para irrigação, pulverização e a prevenção de danos climáticos. Além disso, o acompanhamento de longo prazo favorece a compreensão do microclima local.

O setor de Fruticultura da Fazenda Escola da Fazu constitui um importante espaço de ensino e aprendizagem, reunindo uma ampla diversidade de espécies frutíferas. Entre os cultivos estão diferentes espécies perenes, como os citros — laranja, limão, lima e mexerica — e pitaya; espécies semiperenes, como banana, abacaxi, mamão e maracujá; e espécies anuais, como melão e melancia.
Estas últimas são implantadas pelos próprios alunos no âmbito das disciplinas, que também participam ativamente dos tratos culturais e do acompanhamento do desenvolvimento das plantas, sempre com o suporte técnico da equipe da instituição e a orientação dos professores responsáveis. Essa dinâmica permite aos estudantes vivenciar, na prática, as diferentes etapas do ciclo produtivo das frutíferas.
O principal diferencial do setor está na integração entre teoria e prática. Em condições reais de campo, os alunos aplicam os conhecimentos adquiridos em sala de aula e aprofundam a compreensão sobre manejo, tratos culturais, fisiologia e ecofisiologia das plantas. A diversidade de espécies cultivadas amplia a experiência acadêmica e contribui para o desenvolvimento técnico, científico e profissional dos futuros profissionais das Ciências Agrárias.

A Fazenda Escola da Fazu abriga a Horta Comunitária, desenvolvida em parceria com a UbyAgro. O espaço ocupa uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados e está localizado no campus da instituição.
A horta é estruturada sobre três pilares fundamentais: ensino, sustentabilidade e responsabilidade social. A produção é realizada de forma cíclica e orgânica, enquanto o ensino ocorre de maneira prática, caracterizando o espaço como uma verdadeira sala de aula a céu aberto para os alunos.
No local, são cultivadas diversas espécies, incluindo hortaliças folhosas, raízes tuberosas, flores, frutos e legumes, com diferentes ciclos produtivos. Também são produzidas ervas aromáticas, como salsinha, cebolinha e hortelã, além de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), como a taioba, ampliando o aprendizado técnico e a diversidade produtiva.
Os alimentos produzidos são destinados a entidades assistenciais e públicas da cidade, reforçando o compromisso social da Fazu com a comunidade.

O setor de Mecanização Agrícola da Fazenda Escola da Fazu reúne um conjunto diversificado de máquinas e implementos utilizados nas principais operações mecanizadas da agricultura. Entre os equipamentos disponíveis estão tratores agrícolas, semeadoras, arados, grades, subsoladores, aplicadores de calcário e pulverizadores, permitindo a demonstração prática de atividades como preparo do solo, semeadura, correção, manejo e aplicação de defensivos.
Essa estrutura possibilita aos estudantes compreender, na prática, o funcionamento, a regulagem e a adequação de cada equipamento às diferentes condições de solo e às necessidades das culturas agrícolas.
O grande diferencial do setor está no aprendizado prático e aplicado. Durante as atividades, os alunos participam ativamente das operações mecanizadas, desenvolvendo competências relacionadas à regulagem correta dos equipamentos, segurança operacional, eficiência energética e otimização de custos no campo, aspectos fundamentais para uma gestão eficiente da produção agrícola.

O Orquidário Edson Komori é um dos setores mais tradicionais da Fazenda Escola da Fazu, dedicado ao ensino, à pesquisa e às atividades práticas relacionadas ao cultivo e estudo das orquídeas. Com milhares de espécies catalogadas em todo o mundo, o universo dessas plantas exige observação cuidadosa e estudo contínuo, o que torna o espaço um importante ambiente de aprendizado para os estudantes.
O orquidário leva o nome do professor Edson Komori, que dedicou mais de três décadas de trabalho e contribuição à instituição. Atualmente, o espaço reúne mais de 870 vasos, representando cerca de 200 espécies de orquídeas, utilizadas em atividades acadêmicas, pesquisas e demonstrações técnicas.
Entre os exemplares cultivados, destaca-se a Vanilla planifolia, popularmente conhecida como baunilha. Trata-se de uma orquídea trepadeira tropical responsável pela produção das conhecidas vagens aromáticas utilizadas na culinária, na perfumaria e na indústria de cosméticos, demonstrando a relevância econômica e científica desse grupo de plantas.

O setor de Ovinocultura e Caprinocultura da Fazenda Escola da Fazu oferece um ambiente completo para o ensino e a prática no manejo de pequenos ruminantes. Na ovinocultura, o rebanho é composto principalmente por animais da raça Dorper e por cruzamentos com Santa Inês, manejados em sistema de pastejo rotacionado em capim Massai, além de sistema de confinamento.
A estrutura conta com centro de manejo completo, incluindo aprisco e piquetes rotacionados, permitindo o acompanhamento das diferentes etapas do sistema produtivo. O capim Massai, amplamente recomendado para a criação de ovinos, contribui para o bom desempenho produtivo dos animais. O setor também dispõe de áreas destinadas ao pastejo direto e à produção de feno, ampliando as possibilidades de manejo e estudo.
Além das atividades de ensino, o espaço também abriga pesquisas voltadas à melhoria da saúde, do desempenho produtivo e da eficiência dos animais, fortalecendo a integração entre ensino e geração de conhecimento.
Integrada à ovinocultura, a caprinocultura é conduzida em menor escala, complementando as atividades acadêmicas e ampliando as oportunidades de aprendizado prático para os estudantes das Ciências Agrárias.

O campus da Fazu foi planejado para oferecer ambientes que também funcionam como espaços de aprendizado nas áreas de Plantas Ornamentais e Paisagismo. Esses locais permitem aos estudantes estudar diferentes espécies vegetais, desenvolver projetos paisagísticos e conhecer técnicas de implantação e manejo utilizadas na composição de áreas verdes.
Logo na entrada do campus, o jardim principal funciona como uma verdadeira sala de aula a céu aberto, reunindo diversas espécies ornamentais utilizadas em projetos paisagísticos e permitindo a observação prática de características botânicas, estéticas e funcionais das plantas.
Entre os destaques está a Choupala, também conhecida como Árvore Mastro (Polyalthia longifolia), espécie nativa da Índia e considerada um símbolo da história da pecuária Nelore, reforçando a ligação histórica da Fazu com a ABCZ. De porte ereto e podendo atingir cerca de 20 metros de altura, a árvore apresenta copa densa e elegante, sendo amplamente utilizada em propriedades rurais e instituições para a formação de corredores verdes e composições paisagísticas.
Com quase 200 hectares de área, grande parte do campus da Fazu é composta por pastagens, utilizadas nas atividades de ensino, pesquisa e manejo dos sistemas de produção animal da Fazenda Escola.
Além do Campo Agrostológico, onde diversas espécies de forrageiras são cultivadas em caráter experimental para fins didáticos, a instituição mantém áreas produtivas formadas por diferentes cultivares de capim. Entre elas estão capim Humidicola, capim Marandu, capim Massai, capim Mombaça, capim Tanzânia, capim Tifton 85 e capim Zuri.
Essa diversidade de pastagens permite aos estudantes conhecer, na prática, o manejo e a adaptação das principais forrageiras utilizadas nos sistemas de produção animal no Brasil, ampliando a compreensão sobre produtividade, qualidade da forragem e sustentabilidade das áreas de pasto.

A Fazenda Escola da Fazu conta com dois sistemas de pivô central, utilizados para irrigação de pastagens e áreas experimentais, ampliando as possibilidades de ensino, pesquisa e produção agrícola no campus.
Um dos pivôs está integrado ao setor de Bovinocultura de Leite, sendo utilizado para irrigação de pastagens. O equipamento foi adquirido por meio de parceria com a empresa Bauer e possui capacidade de irrigação circular de aproximadamente 7 hectares, com lâmina bruta de 10 mm em cerca de 21 horas. O sistema conta com telemetria, permitindo o controle e a programação da irrigação à distância.
O segundo pivô central está localizado na Estação de Pesquisa da UbyAgro, dentro da Fazenda Escola. Nesse espaço, o sistema irriga aproximadamente 12 hectares de área cultivada e é capaz de aplicar lâminas de até 5 mm diários, ampliando as condições para a realização de ensaios agronômicos, experimentos de manejo e pesquisas com diferentes culturas ao longo do ano.

Com foco no autoabastecimento das atividades da Fazenda Escola, incluindo as provas PNAT e Teste de Progênie do Gir Leiteiro, além da alimentação do rebanho da instituição, a Fazu destina três áreas de cultivo que totalizam cerca de 26 hectares para a produção de milho.
As safras são destinadas à produção de silagem, utilizada na alimentação dos animais da fazenda. Após a colheita, todo o material é processado e armazenado em silos dentro da própria propriedade, garantindo disponibilidade de alimento de qualidade ao longo do ano.
Além da função produtiva, essas áreas também funcionam como salas de aula a céu aberto, onde os estudantes acompanham todas as etapas do processo produtivo, desde o preparo do solo e a semeadura até a colheita e o armazenamento da silagem.

O setor de Semiconfinamento de Bovinos da Fazenda Escola da Fazu é composto por quatro piquetes de aproximadamente um hectare cada, equipados com cochos cobertos e pista de trato, estrutura que permite o manejo eficiente e o fornecimento adequado da alimentação aos animais.
O sistema de semiconfinamento é uma estratégia intensiva de terminação a pasto, na qual os bovinos permanecem em áreas de pastagem, mas recebem suplementação com ração concentrada no cocho, com o objetivo de acelerar o ganho de peso e melhorar o desempenho produtivo.
Essa prática é especialmente indicada para períodos de seca ou fases finais de engorda, combinando o aproveitamento da forragem disponível com suplementação energética e proteica. Dessa forma, o sistema contribui para maior eficiência produtiva, além de proporcionar aos estudantes vivência prática em estratégias modernas de manejo e nutrição de bovinos de corte.
A Silvicultura, ciência dedicada ao cultivo, manejo e conservação de florestas, constitui um importante setor da Fazenda Escola da Fazu. As áreas destinadas a essa atividade estão distribuídas por diferentes pontos do campus e reúnem espécies florestais nativas e plantadas, além de parcerias com empresas como Dexco e Agronelli, fortalecendo as atividades de ensino e pesquisa.
Um dos destaques do setor é o talhão de seringueiras, localizado atrás da área de Produção de Silagem. A área reúne 74 exemplares, com cerca de cinco metros de altura, espaçamento de quatro metros entre plantas e sete metros entre linhas. As árvores já estão em fase inicial de produção de látex, matéria-prima utilizada na fabricação de borracha. Nesse espaço, os alunos participam de atividades como poda controlada, extração de látex, análise de solo e manejo nutricional das plantas.
Próximo ao setor de Avicultura, encontram-se exemplares de pinus, cuja localização contribui para a melhoria da ambiência e da refrigeração natural da área. Durante as aulas, os estudantes aprendem a identificar as diferentes espécies e compreender suas aplicações econômicas.
Outra área do setor abriga cerca de 200 exemplares de eucalipto, próximos ao setor de Bovinocultura de Leite, incluindo variedades de casca lisa e casca rugosa. Nesse espaço, os alunos estudam as características das espécies e suas diferentes finalidades, como produção de madeira, papel e celulose.
O setor inclui ainda o cultivo de teca, espécie de origem asiática amplamente valorizada pela resistência e qualidade da madeira. Reconhecida internacionalmente, a teca é utilizada em aplicações de alto valor, como cascos de embarcações, iates e acabamentos internos de veículos de luxo.

O setor de Suinocultura da Fazenda Escola da Fazu adota o sistema SISCAL (Sistema Intensivo de Suínos Criados ao Ar Livre), trabalhando com animais híbridos das raças Duroc, Pietrain, Hampshire e Moura. Esse modelo produtivo representa uma alternativa sustentável ao sistema tradicional de confinamento, priorizando o manejo dos animais em ambientes externos.
A estrutura do setor conta com piquetes destinados às fases de gestação e maternidade, além de um galpão de cama sobreposta. Esse sistema consiste na utilização de um leito espesso de material orgânico seco, como maravalha, serragem ou casca de arroz, que absorve os dejetos dos animais. O material é revolvido periodicamente e acumulado ao longo do tempo, dispensando a limpeza diária e contribuindo para um manejo mais sustentável.
Nos piquetes com cobertura vegetal, os suínos têm maior liberdade de movimento e possibilidade de expressar comportamentos naturais, o que favorece o bem-estar animal, reduz o estresse e melhora as condições sanitárias, graças à maior ventilação e à menor concentração de agentes patogênicos.
Outro diferencial do sistema SISCAL é o menor investimento inicial em infraestrutura, já que utiliza abrigos simples, cercas elétricas e estruturas móveis, reduzindo os custos de implantação e manutenção. A menor incidência de doenças também tende a diminuir o uso de medicamentos, além de gerar benefícios ambientais e oportunidades em nichos de mercado diferenciados.

Com foco na sustentabilidade e na educação ambiental, a Fazenda Escola da Fazu conta com um Viveiro de Mudas utilizado em aulas práticas e projetos de extensão nas áreas de plantas ornamentais e paisagismo, gestão ambiental e silvicultura.
Nesse espaço, os estudantes aprendem sobre coleta e seleção de sementes de espécies florestais, técnicas de quebra de dormência, produção e manejo de mudas, além do planejamento de plantios em áreas estratégicas do campus. As atividades desenvolvidas reforçam a importância da preservação ambiental, do cumprimento da legislação e do manejo adequado da vegetação, considerando sua integração com os sistemas de produção animal e vegetal.
O viveiro produz mudas de espécies florestais nativas e plantas medicinais, que são frequentemente distribuídas em ações de extensão, como durante a ExpoZebu e no Pedágio Ecológico da Fazu, realizado ao final de cada semestre em Uberaba.
Ao longo de sua história, o espaço também contribuiu para iniciativas de reflorestamento no município, além de ter sido responsável pela produção das mudas de choupalas, árvores que hoje compõem e valorizam o paisagismo da entrada do campus.
